Ser Amor

As primeiras palavras deste separador são para a minha Avó P.

Atrevo-me a fazê-lo porque é justo!

Quero que saibam que a minha avó foi a melhor de todas… foi minha mãe! Do alto do seu metro e meio a minha avó foi uma Mulher gigante. Movia montanhas com um sorriso nos lábios fazendo tudo parecer fácil e prazeroso. Nada lhe pesava, nada lhe custava… fazia tudo com e por Amor!

A minha avó era sábia! Sabia das coisas, das pessoas, da vida. E sabia sobre o Amor. Não sobre esse amor que agora se fala e que é descartável, mas de um Amor verdadeiro e completo, um Amor que está em todas as coisas porque não cabe em nós de tão grande, um Amor que corre nas veias e que transpira por todos os poros. Não é um amor que magoa, humilha que maltrata, mas antes, um Amor que mima, cuida e protege.

Este Amor, o Amor da minha avó, é primeiramente tímido e pequenino e cresce todos os dias um bocadinho, mais e mais e mais… não tem pressa, nem se assusta, é intenso, porém cauteloso e precisa de ser correspondido na mesma forma e medida. Quem ama espera, porque quem ama acredita, ou melhor, quem ama sabe! O Amor da minha avó cresce com o passar do tempo e é infinito.

Amor é conversar a beber chá preto durante a madrugada e só dar conta da hora quando o sol começa a espreitar na janela da cozinha!

Amor é dar beijos e abraços que não terminam e aquecer os pés frios de quem se ama mesmo que os nossos fiquem gelados!

Amor é obrigar o outro a comer um bife para o curar da gripe!

Amor é comprar o bilhete de cinema, ir dar uma volta e perder a matiné…e rir disso, rir muito!

Amor é aceitar casar sem sequer saber a idade, mesmo depois de quase dois anos de namoro!

Amor é alegria em todas as coisas e gratidão por todos os momentos juntos!

O Amor da minha avó é carne, pele e sangue. Eu acredito… eu sei!

 

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