Ser Eterna Namorada

As mulheres são a luz! São o glamour, a ternura, a graça, a beleza, o brilho, a doçura, até ao momento em que têm que interagir com outras (mulheres) que não fazem parte do seu circulo, que não alinham com as regras do seu grupinho restrito e especial… nesse momento e do alto da sua elevadíssima condição se revelam rudes, perversas… autênticas bestas! Resta-nos, às outras, sorrir-lhes certas de que tanto azedume só pode ser fruto de um estado de verdadeira infelicidade.

O Amor Homem/Mulher aconteceu na minha vida quando eu menos esperava… não surgiu de um namoro comum nem tão pouco resultou num casamento. Emergiu num momento em que decidi viver livre e foi em plena liberdade que inesperadamente me enamorei por alguém. Esse alguém mostra-me todos os dias que o Amor é verdade se em verdade estiveres disposto a partilhar a vida.

A minha pequena história de vida permite-me afirmar que o casamento é uma mera formalidade, pelo menos para a maioria das pessoas é-o certamente. Não quero casar, nunca quis. A verdade é que não nasci para ser mulher de ninguém! Porém, para a maior parte das mulheres parece que se é menor, inferior ou de segunda quando não se está unido pelo laço matrimonial, como se “ganhar” um apelido extra fosse um feito extraordinário, o troféu máximo, o galardão de uma vida. Depois, a esmagadora maioria vive triste, infeliz e frustrada… mas o que se pode esperar da vida quando a expectativa do melhor dia de sempre é o dia de casamento?!

O meu Amor P. pediu-me em namoro… não sei bem porquê, mas fê-lo. Não mudou nada entre nós, apenas temos mais uma história engraçada para contar. Não sinto nada de diferente e não sou diferente. Eu sou eu e ele o meu Amor. Estávamos nisto de viver a nossa vida, quando um amigo numa reunião improvável nos decide apresentar e diz: “Este é o meu amigo P. e esta é a… mulher, companheira… nunca sei como te chamar”. Eu disse o meu nome, alguém disse “namorada”, e foi quando uma Senhora digníssima, honestíssima e casadíssima rematou cheia de nojo: “Pois sim, as eternas namoradas…”. Isto remete-me algures para o inicio deste texto: nesse momento e do alto da sua elevadíssima condição se revelou rude, perversa… uma autêntica besta!

Para essa e tantas outras Senhoras da mesma estirpe ocorre-me dizer que sou feliz, muito feliz e é quanto basta! Já fui casada e tão imensamente infeliz. Hoje vivo uma relação de Amor livre, profundo e verdadeiro que me preenche e completa. Um Amor que me faz corar apesar dos meus quarenta e tal, que me faz rir até não aguentar mais, que também me faz chorar…  Um Amor que me permite tudo, tanto e de tal forma que mesmo que um dia me case, sei que felizmente serei a Eterna Namorada!

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